quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sumiu

O que me assusta, não é o facto de eu me sentir sozinho. É algo pior, é algo que me deixa inquieto e sem saber o que dizer, ou fazer, pois eu não estou sofrendo desesperadamente, não estou de rastos por não ser correspondido, nem estou te chamando de estúpida, insensível, ou qualquer outro adjectivo rancoroso que poderia ocorrer com o teu desprezo pelo meu sentimento. Não, não é nada disso, eu consegui compreender que não faço parte dos teus planos para o futuro e que seguis-te a tua vida e que eu não passo apenas de mais "um qualquer". Eu não sinto qualquer tipo de raiva por ti, apenas me sinto morno, e é isso que me incomoda. Estar morno para a vida, paras as pessoas, e todo o tipo de actividades e sentimentos que possam surgir. Não me sinto capaz de encontrar um novo amor sequer, porque sou incapaz de me sentir quente  ou frio, triste, ou alegre, sinto-me completamente ausente, o meu corpo está presente e a funcionar, mas o coração sumiu, deixando o corpo viver por viver incapaz de sentir seja o que quer que seja, não sinto nada mesmo, não sinto afecto, não sinto raiva, interesse, amor, nada que pudesse indicar qualquer tipo de sensação da minha parte, não tenho vontade de fazer nada, fico o dia inteiro esperando a hora de ir treinar e voltar para casa, para voltar para o quarto e ficar aqui sem fazer seja o que for. Eu sei que isto é um pouco absurdo e parece um daqueles casos de crianças que não foram correspondidos por quem amam.
Mas é a realidade, não penses que digo isto para voltares, pois não é essa a minha intenção, eu não quero, quem não me quer, alias se quiseres saber, eu estou tentando te esquecer. Sim esquecer, pois no meio de tantas confusões e incertezas, eu tenho uma certeza, EU AINDA TE AMO. Espero que um dia te possa tirar do meu pensamento, pois tu revolucionas-te a minha vida, e estou a precisar de outra revolução para derrubar todas as tuas lembranças que teimam em ficar. Mas vejamos pelo lado positivo pelo menos agora não tenho que lidar com essas tuas alterações de humor que surgiam do nada.
Mas mais uma vez sendo sincero eu lá no fundo até gostava de ver essas tuas crises de ciumes, ou simplesmente o teu "marcar território". Gostava e sentia-me importante quando tinhas esses teus "ataques", pois mostravam preocupação por mim, diziam-me que não me querias perder. Mas o que passou, passou, e agora só te desejo as maiores felicidades e que encontres tudo aquilo que eu não te consegui dar.
Só espero que se algum dia falares ou te lembrares de mim, nunca digas que eu não te amei, e que por amor eu não lutei, pois eu por ti lutei até à exaustão.
O que me tornou morno não foi ficar sem ti, mas sim um dia te ter tido, e ter pensado que poderia ficar contigo para sempre.

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